sábado, 12 de novembro de 2016

Seção palavras: Paradigma

Podemos definir paradigma como algo que cerca a intelectualidade, um limite, uma barreira, algo não físico que nos impõe um padrão, uma maneira de ver o mundo, de agir e de pensar.
Paradigma é uma questão cultural e pode estar presente em uma organização empresarial, num modo de executar uma tarefa, também está presente no modo como nos relacionamos com o mundo pessoal e impessoal. Tudo o que nos impõe uma regra ou um regulamento pode ser chamado de paradigma.
Para alicerçar ainda mais o entendimento do que é paradigma podemos citar algumas palavras análogas como PROTÓTIPO, REGULARIDADE, FORMA, PERFEIÇÃO.
Por mais que nos esforcemos para vencer os paradigmas atuais e conseguir enxergar por outras óticas, sempre teremos novos pontos de vista e comportamentos a nos definir, o que depende dos acontecimentos e circunstâncias que nos cercam. Quando um acontecimento incomum nos é proposto, o analisamos conforme nossos paradigmas e o que não combina com os mesmos, ignoramos ou até mesmo distorcemos a realidade para não nos dar ao trabalho de mudar uma ótica. Readequamos uma realidade para encaixá-la dentro dos nossos moldes.
Nossas ações provêm de repetidas outras ações, quase sempre culturais e impostas pela sociedade, repassadas pela família, pelos nossos colegas e professores na escola, no trabalho, e por todas as pessoas que nos relacionamos diariamente em todo lugar.
Dificilmente paramos para analisar o motivo de fazer algo da maneira que fazemos ou até mesmo o porquê agimos como agimos. Alterar o que parece estar dando certo é um processo árduo e difícil de começar, mas muito importante.
Se analisarmos o modo de pensar, agir e falar, passamos a ter mais sucesso nas escolhas e, principalmente, reconhecemos os paradigmas que nos limitam e os utilizamos para ampliar nossas percepções.
As pessoas revolucionárias são as que pensam fora dos limites tradicionais e remodelam algo que aparentemente está dando resultados positivos, mas pode ser ainda melhor.
Podemos escolher e remodelar o modo como enxergamos o mundo constantemente. É preciso olhar do centro para os limites e analisar onde está o erro deste modelo. Para tanto, é preciso um planejamento, um questionamento anterior a cada nova atitude.
Quando aprendemos a adotar os paradigmas mais importantes e indispensáveis para nossas atitudes podemos expandir os nossos limites e ampliar o leque da lucidez. Planejar, pensar, repensar, analisar, executar, adaptar, ajustar são ações importantes para quem pensa em alterar as regras.
Também é preciso coragem e confiança para uma nova ideia. Cada mudança exige um tempo de adaptação, o que pode gerar alterações em cadeia de muitos outros paradigmas. Além do mais, se você é pioneiro de uma nova ideia, terá de ter muita persistência para obter sucesso.
É necessário ter flexibilidade para uma mudança dos padrões tradicionais. Sair da zona de conforto fará com que os limites se expandam e dentro dessa nova área haverá muito espaço de reconhecimento. Quando você amplia suas percepções, o caminho do centro até a barreira que cerca um determinado paradigma é ainda mais repleto de regras.
Concluímos que os paradigmas serão eternos, isso é fato. Não há como excluí-los, e sim alterá-los. O que podemos fazer diante dessa dificuldade é aprender a cultivar os que nos fazem bem, os que realmente são agradáveis, os que nos impulsionam a sermos pessoas melhores, manter os que são extremamente necessários para a nossa preservação e proteção, por uma questão de segurança, alterar os que são desagradáveis, e substituir os que nos fazem mal.
Vale repensar cada atitude, cada pensamento, cada maneira de fazer as coisas, inclusive o jeito como nos alimentamos, como dormimos, como nos relacionamos uns com os outros, até mesmo como tomamos banho e nos vestimos. Podemos reinventar um mundo novo a cada dia.

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