Podemos definir
paradigma como algo que cerca a intelectualidade, um limite, uma barreira, algo
não físico que nos impõe um padrão, uma maneira de ver o mundo, de agir e de
pensar.
Paradigma é uma questão
cultural e pode estar presente em uma organização empresarial, num modo de executar
uma tarefa, também está presente no modo como nos relacionamos com o mundo
pessoal e impessoal. Tudo o que nos impõe uma regra ou um regulamento pode ser
chamado de paradigma.
Para alicerçar ainda
mais o entendimento do que é paradigma podemos citar algumas palavras análogas
como PROTÓTIPO, REGULARIDADE, FORMA, PERFEIÇÃO.
Por mais que nos
esforcemos para vencer os paradigmas atuais e conseguir enxergar por outras
óticas, sempre teremos novos pontos de vista e comportamentos a nos definir, o
que depende dos acontecimentos e circunstâncias que nos cercam. Quando um
acontecimento incomum nos é proposto, o analisamos conforme nossos paradigmas e
o que não combina com os mesmos, ignoramos ou até mesmo distorcemos a realidade
para não nos dar ao trabalho de mudar uma ótica. Readequamos uma realidade para
encaixá-la dentro dos nossos moldes.
Nossas ações provêm de
repetidas outras ações, quase sempre culturais e impostas pela sociedade,
repassadas pela família, pelos nossos colegas e professores na escola, no
trabalho, e por todas as pessoas que nos relacionamos diariamente em todo
lugar.
Dificilmente paramos
para analisar o motivo de fazer algo da maneira que fazemos ou até mesmo o
porquê agimos como agimos. Alterar o que parece estar dando certo é um processo
árduo e difícil de começar, mas muito importante.
Se analisarmos o modo
de pensar, agir e falar, passamos a ter mais sucesso nas escolhas e,
principalmente, reconhecemos os paradigmas que nos limitam e os utilizamos para
ampliar nossas percepções.
As pessoas
revolucionárias são as que pensam fora dos limites tradicionais e remodelam
algo que aparentemente está dando resultados positivos, mas pode ser ainda
melhor.
Podemos escolher e
remodelar o modo como enxergamos o mundo constantemente. É preciso olhar do
centro para os limites e analisar onde está o erro deste modelo. Para tanto, é
preciso um planejamento, um questionamento anterior a cada nova atitude.
Quando aprendemos a
adotar os paradigmas mais importantes e indispensáveis para nossas atitudes
podemos expandir os nossos limites e ampliar o leque da lucidez. Planejar,
pensar, repensar, analisar, executar, adaptar, ajustar são ações importantes
para quem pensa em alterar as regras.
Também é preciso
coragem e confiança para uma nova ideia. Cada mudança exige um tempo de
adaptação, o que pode gerar alterações em cadeia de muitos outros paradigmas.
Além do mais, se você é pioneiro de uma nova ideia, terá de ter muita
persistência para obter sucesso.
É necessário ter
flexibilidade para uma mudança dos padrões tradicionais. Sair da zona de
conforto fará com que os limites se expandam e dentro dessa nova área haverá
muito espaço de reconhecimento. Quando você amplia suas percepções, o caminho
do centro até a barreira que cerca um determinado paradigma é ainda mais
repleto de regras.
Concluímos que os
paradigmas serão eternos, isso é fato. Não há como excluí-los, e sim
alterá-los. O que podemos fazer diante dessa dificuldade é aprender a cultivar
os que nos fazem bem, os que realmente são agradáveis, os que nos impulsionam a
sermos pessoas melhores, manter os que são extremamente necessários para a
nossa preservação e proteção, por uma questão de segurança, alterar os que são
desagradáveis, e substituir os que nos fazem mal.
Vale repensar cada
atitude, cada pensamento, cada maneira de fazer as coisas, inclusive o jeito
como nos alimentamos, como dormimos, como nos relacionamos uns com os outros,
até mesmo como tomamos banho e nos vestimos. Podemos reinventar um mundo novo a
cada dia.
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