Meus
olhos enchem d'água.
Meus
sentidos - cada um deles - estão muito apurados.
Ouço
trovoadas gostosas, o barulho do vento em contato com as folhas, o cantar dos
grilos no final da tarde.
Inspiração
profunda.
Junto
com o ar que penetra minhas narinas vem o perfume de mato.
O que
vejo entra pela minha retina com cada detalhe, e tudo é lindo, é puro.
Minha
pele está sensível, sinto o toque da brisa em cada milímetro.
Corpo
quente, com uma energia infinita.
Cada
parte física de mim vibra.
Minha
voz, nestes momentos, cala.
Nada,
nada, nada a exteriorizar em palavras jogadas, pouco valorizadas, perante o meu
estado delicado e único.
No peito
uma gratidão cresce mais e mais.
(...)
Lágrimas
escorrem em minhas faces, coração transborda sentimentos sinceros.
(...)
Neste
instante sou maior que todo o mundo...estou feliz.
Trecho do texto que escrevi sobre a filosofia do DeRose, em março de 2014.
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