sábado, 12 de novembro de 2016

Tarde de quase outono

Meu coração pulsa forte.
Meus olhos enchem d'água.
Meus sentidos - cada um deles - estão muito apurados.
Ouço trovoadas gostosas, o barulho do vento em contato com as folhas, o cantar dos grilos no final da tarde.
Inspiração profunda.
Junto com o ar que penetra minhas narinas vem o perfume de mato.
O que vejo entra pela minha retina com cada detalhe, e tudo é lindo, é puro.
Minha pele está sensível, sinto o toque da brisa em cada milímetro.
Corpo quente, com uma energia infinita.
Cada parte física de mim vibra.
Minha voz, nestes momentos, cala.
Nada, nada, nada a exteriorizar em palavras jogadas, pouco valorizadas, perante o meu estado delicado e único.
No peito uma gratidão cresce mais e mais.
(...)
Lágrimas escorrem em minhas faces, coração transborda sentimentos sinceros.
(...)
Neste instante sou maior que todo o mundo...estou feliz.

Trecho do texto que escrevi sobre a filosofia do DeRose, em março de 2014.

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